terça-feira, 5 de janeiro de 2016

EMOÇÃO ME ESPERA NO HAWAI !!!

Amigos,

Há menos de uma semana da viagem ao Hawai para receber a homenagem e o prêmio BAKKEN INVITATION da Medtronic Philantropy eu confesso que estou muito ansiosa por tudo que vivenciarei na próxima semana. Uma mistura de gratidão, alegria, encantamento, euforia e de plena satisfação em estar tendo uma oportunidade tão mágica.

Agradeço a Deus por ter me dado momentos mágicos em minha vida como a chegada dos meus dois filhos, a chegada mágica do meu marido em minha vida, uma viagem (para Cancun e Miami) que ganhei quando comecei minha carreira profissional e, agora, uma homenagem por ser diabética, usar a bomba de insulina e fazer do meu tempo EXTRA nesta vida um exercício diário de doação ao próximo. Ser premiada por acreditar que o caminho pode ser mais leve, mais seguro e mais certo, se for pelo amor! A saúde depende do amor! Tudo, enfim!

A perspectiva de encontrar pessoas com histórias incríveis de várias partes do mundo me fascina. Como jornalista, isso é fabuloso!!! Tenho certeza de que conseguirei neste ano produzir muita informação sobre esta experiência, sobre minha vivência e sobre como é possível incluir o amor no tripé do cuidado com o Diabetes. Alimentação saudável, exercícios físicos, tratamento médico e AMOR!!! Andaremos nestas 4 bases para conseguir realizar todos os nossos sonhos mesmo tendo que controlar uma doença crônica. É preciso descobrir o que nos move, o que nos emociona, o que desejamos para nossas vidas e aí, sim, fazer o que é preciso para chegar la em segurança. Eu sempre tive muitos sonhos e venho realizando cada um deles....

Agradeço à Casa de Apoio às Crianças com Câncer São Vicente de Paulo por acreditar em minhas intenções, me apoiar em minhas iniciativas, em me fazer sentir útil nesta vida ao possibilitar brotar um sorriso numa criança, numa mãe ou pai angustiado!

Agradeço ao nosso grupo de voluntárias que vieram somar aos esforços da Casa de Apoio e que  também estarão participando ativamente dos projetos que iremos desenvolver com a doação que receberemos por este prêmio!

Depois do Hawai...sei que terei muito trabalho pela frente. Mas qual trabalho dará recompensa maior do que o AMOR?

Um beijo em todos e confiram o que me espera na Grande Ilha:

BAKKEN INVITATION
https://www.youtube.com/watch?v=r_DLtcbRU1Y

Sheila Vasconcellos

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

E VOCÊ? O QUE PRETENDE FAZER COM SUA VIDA EXTRA?



Neste fim de semana o resultado de um prêmio que estarei recebendo em janeiro de 2016 foi divulgado no site da Medtronic.

Como vcs já sabem....sou diabética tipo 1 há 30 anos, até agora sem complicações. Consegui em 45 anos de vida, realizar todos os sonhos que tive como o de me formar em jornalismo, me casar, ter filhos, ver um jornal sendo publicado com matérias minhas, viajar, ter um cachorro, ser reconhecida pelo meu trabalho e...enfim...achei que era chegada a hora de me dedicar ao Outro. O outro é cada ser que encontro pelo caminho e que se precisa de algo e eu posso ajudar, estou pronta disponível e confiante de que não há desculpa para não fazê-lo. A gente começa a enxergar o Outro aos pouquinho, meio temeroso se não será explorado, se será considerado trouxa...enfim...a gente tem mil desculpas para se negar a dar-se sem nenhuma intenção de ganho. Comecei aos poucos e fui percebendo que quanto mais eu dava, mais eu tinha. Quanto mais amor eu dava...mais amor eu recebia. E eu fiz este percurso no meio de uma confusão de coisas acontecendo. Falta de dinheiro, problemas de saúde, situações domésticas...enfim...me dei ao próximo com todo o amor, respeito e despretensiosamente. Aí eu vi este prêmio e pensei....parece até que conhecem minha história e decidi enviar. 
Em setembro recebi a notificação de fui escolhida entre 200 histórias enviadas em todo o mundo. Pessoas que, como eu, vivem usando um dispositivo tecnológico que nos garante uma vida com mais qualidade e, consequentemente, mais tempo de vida. Com esta VIDA EXTRA precisamos pensar no retorno que podemos dar à comunidade, ao próximo, a quem necessita de nosso apoio, amor e consideração. 



Decidi atuar voluntariamente em prol da Casa de Apoio às Crianças com Câncer São Vicente de Paulo, localizada perto da minha casa no Irajá. E já se passaram 5 anos que esta Casa se tornou minha também. Agora vamos nos preparar para o evento em janeiro de 2016 no Hawai e para o próximo ano que será muito trabalho. Tocarei de perto um projeto muito bacana para as mães das crianças atendidas pela Casa visando sua profissionalização e melhora da auto-estima. Espero que tudo corra bem!

E você? O que vem fazendo com sua Vida Extra?


Um beijo em todos,

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

VISITA AO GINECOLOGISTA MAL INFORMADO

Olá pessoal,

Todos os dias temos momentos bons....e outros na vida nem tantos. Para quem é diabético, a vida e o humor oscila conforme sua glicemia....Estar no controle é não ter variações mas a vida é imprevisível e vez por outra uma alteração acontece. Ou calculamos errado os carboidratos numa refeição ou nos exercitamos demais ou adiamos uma refeição...tudo que acontece no redemoinho da nossa vida acaba afetando nosso humor, nosso cotidiano e nosso controle.

Estive na quinta no consultório do meu ginecologista para pedir os exames anuais. Aproveitei para mostrar os mais recentes exames que apresentei à minha endocrinologista e....ele disse que a glicada estava muito ruim.....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eu havia ido à minha endocrinologista no IEDE há menos de 15 dias e levei parabéns pelo controle. Disse que ele só podia estar brincando e ele....continuou afirmando que 6,8 % de glicada para uma mulher diabética como eu  era muito "muito ruim". E fez uma cara péssima. Peguei rapidamente outro exame com 6,5% e ele, contrariado, disse que melhorou um pouquinho. Ainda achei que ele estava brincando mas só que não.

Fiquei imaginando o quanto sofri gerando meus dois filhos, a responsabilidade de fazer o melhor possível, os riscos, o medo e encontrar um ginecologista mal-informado me acusando de negligenciar minha saúde a do meu filho....Seria um crime!!!

Fiquei preocupada não comigo...porque eu sei que o exame mais recente deu 6,5% e isto é bom, muito bom. A médica só pediu para tentar controlar as oscilações..manter a disciplina nas trocas dos insumos e ficar de olho!!! Então eu fiquei preocupada com as outras pacientes diabéticas sendo atendidas por um médico desatualizado.

Uma pena!!!!

Na próxima consulta, estarei pronta para entregar as informações para sua atualização e explicar como me senti (fiquei muito triste) e o que esta conduta pode afetar no humor e no controle de mulheres diabéticas como eu!

Por isso este engajamento na causa. Eu cheguei até aqui sem complicações e, agora com a bomba, estarei indo muito mais longe. Eu quero poder ajudar quem vem aí atrás com informação, mensagens de otimismo e minha própria experiência.

Isso é bom!!! Me faz sentir útil e feliz!!! E você? Como vive com sua vida extra?

Beijos

Sheila




sexta-feira, 6 de novembro de 2015

TOUR NO MARACANÃ PELO DIA MUNDIAL DO DIABETES

Hoje participei de um evento bem bacana para a promoção do Dia Mundial do Diabetes: uma visita guiada ao Maracanã; Tudo novo, um espetáculo. O passeio foi proporcionado pela SBD e SBEM que convidaram o grupo de Influenciadores de Mídias Digitais do RJ e foi uma experiência fantástica. Todos com o mesmo objetivo de ajudar no bom controle, a promover informações importantes para a prevenção e tratamento e, o que é melhor, apoiar quem está nesta mesma luta e que precisa de nossa motivação, troca e coragem para vencerem seus próprios desafios. Eu estou neste propósito: fazer da minha experiência de vida, algo útil para os que estão começando ou que estão tenho dificuldades até alcançarem o tratamento e controle ideais.

Sei que o caminho é longo mas com apoio, motivação e amor...tudo é possível.

E segunda terremos outro encontro...

E no dia 14 de novembro será novamente no Maracanã.









quinta-feira, 5 de novembro de 2015

14 DE NOVEMBRO - DIA MUNDIAL DO DIABETES

Olá amigos,

A vida tem sido muito corrida para mim. Várias coisas boas (e outras ruins também, por que não?) acontecendo sucessivamente e o tempo, confesso, tem ficado muito curto para fazer tudo o que gosto e preciso fazer.

Com a aproximação do DIA MUNDIAL DO DIABETES quero compartilhar algumas destas coisas boas e que está vindo devido à minha contínua atitude frente o Diabetes em minha vida.

Fui convidada a participar do grupo de Influenciadores de Mídias Digitais organizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes que conta com pessoas com diabetes ou responsáveis por DMs (crianças e jovens) que trabalham ativamente para o compartilhamento de informações sobre como viver bem com a doença. Aceitei prontamente, é claro, e estarei compartilhando aqui o que temos feito no Rio de Janeiro.
Já convido vocês a participarem do evento promovido pela SBD que acontecerá no dia 14 de novembro no Maracanã, Mais informações aqui.



 LIVE ON GIVE ON


Este ano enviei minha história como usuária da bomba de insulina e sobre meus trabalhos como voluntária da Casa de Apoio às Crianças com Câncer São Vicente de Paulo, no Irajá e em outros grupos solidários e fui selecionada como Honorária Emérita do The Bakken Invitation Award, promovido pela Medtronic.

A divulgação final será anunciada no início de dezembro e estou muito feliz em participar desta comunidade. A ideia deste prêmio é de as pessoas que contam com uma vida extra proporcionada por recursos tecnológicos para sua saúde podem (e devem) usar este tempo extra (e saúde extra) para ajudar o próximo, ser ativo em sua comunidade e dividir a dádiva que é estar vivo!

Todos nós somos capazes de melhorar a vida de alguém! Primeiro é preciso cuidar-se com amor e com isso ajudar outras pessoas a viver melhor. Conheçam um pouco mais deste reconhecimento lendo The Bakken Invitation Award,

E mais novidades estão vindo por aí! Espero que gostem!

Prometo voltar a atuar no blog, a origem do meu engajamento como diabética!

Beijos

Sheila

quarta-feira, 8 de julho de 2015

CONVIVENDO COM O DIABETES - MINHA HISTÓRIA DE VIDA

Olá amigos do blog,

Hoje eu consegui conferir a matéria que saiu na revista DIABETES da Editora Alto Astral e fiquei muito feliz com o resultado. Todas as minhas conquistas com relação à doença  estão lá. Só faltou minha foto, então vou colocar ela aqui...pertinho da matéria para vocês aproveitarem também.

Depois de tanto tempo com a doença, se essa experiência toda não servir para motivar outros diabéticos como eu ou incentivar crianças e jovens a cuidar da doença com carinho e atenção, minha vida não serviu para nada.

Imagine se você descobrisse que possui uma doença crônica e descrevem todas as complicações que pode ter no futuro e....você vai chegando no futuro e tudo o que resta é....MAIS VIDA SAUDÁVEL!

É esse encantamento que me move nos dias de hoje. Hoje fiz meu exame de vista anual de fundo de olho e...NADA de retinopatia. Falei para a oftalmologista do meu histórico médico e ela ficou surpresa: "Para uma diabética com tanto tempo com a doença...sua vista está ótima!" disse ela.

E eu me lembrei como me apavorava a ideia de ficar cega um dia devido à doença quando eu era mais jovem. Então é preciso fazer por merecer um futuro de cores e alegria. É preciso ler a matéria e perceber que não foi fácil chegar até aqui mas...felizmente...eu cheguei!

Beijos e obrigado pelo apoio (também falo sobre como este blog me ajudou neste caminho)








sábado, 4 de julho de 2015


Olá amigo,

Estou lhe convidando para participar comigo no evento sobre diabetes. É um evento gratuito com várias palestras de especialistas em diabetes que irão tirar várias dúvidas que vão te ajudar e ajudar pessoas que conhece.
Clique no link abaixo e se cadastre. Vale a pena, é gratuito.


http://educadiabetes.com.br?bv=5299833212502016

terça-feira, 16 de junho de 2015

QUE SEJA INFINITO ENQUANTO DURE...

Olá amigos,

Recentemente refleti sobre uma postagem em um grupo de diabéticos no Facebook sobre o risco de submetermos nossas vidas à uma máquina, no caso, à bomba de insulina. Um caso foi relatado em que a bomba parou e a usuária entrou em cetoacidose após algumas horas sem a administração da insulina.

Desde que coloquei a bomba, nunca tinha pensado neste ponto de vista. Penso nas vantagens, no avanço, na melhora clínica incontestável e não pensei em como estou a mercê do funcionamento de um equipamento.

Até agora, preciso trocar a pilha regularmente. Neste momento já pensei no que eu faria sem a bomba? Voltaria para a Lantus, as seringas e o esquema anterior. Mas seria difícil ficar sem ela agora. Ela já faz parte de mim.

Como tudo na vida, a bomba também é falha. Nós mesmos somos falhos. Quantos de nós sabemos que não podemos abusar da comida e abusamos. Sabemos dos horários certos para nos alimentarmos e tentamos esticar o tempo correndo riscos desnecessários. O produtor da insulina pode errar na fórmula, a seringa pode quebrar ou entupir quando formos aplicar...enfim...tudo pode dar errado um dia. O voo de avião que sempre foi algo de risco mínimo, diante de tantos acidentes, já duvidamos da segurança ao pensar em voar de avião, mas não deixamos de voar.

Estamos todos a mercê do imponderável, do imprevisível, do imperfeito. O nascimento de uma criança é um cenário de múltiplos desfechos: o bebê pode nascer bem e a mãe morrer, o bebê, pode falecer e a mãe sobreviver, a saúde destes dois seres estão em momento de vida e de morte. Tudo pode dar errado, descobrirmos os defeitos que nenhum exame apontou e a alegria se transformar em lástima. Diante deste cenário de tantas incertezas tão dramáticas, poucos são os que inviabilizam esta opção pela vida, pela multiplicação da vida, pela esperança de uma vida nova. Eu mesma temi com todas as forças o momento do nascimento dos meus dois filhos e, graças a Deus, sobrevivi para estar aqui e agora.

A vida nova com a bomba, para mim, é uma opção por uma vida nova cheia de possibilidades, inclusive riscos novos que eu nem tinha pensado. A vida sem riscos é impensável! Mas seguir adiante e ver a vida se frutificar é o que importa.

A bomba e eu...que seja infinito o laço enquanto dure...e que seja para sempre!

Esta é a minha opinião. E a sua?


Sheila

terça-feira, 9 de junho de 2015

A POESIA NA COZINHA DE HOJE É TORTA DE MAÇA

Oi amigos do blog,

Hoje estive gravando uma participação no programa Espaço Feminino, na TV Boas Novas, fazendo o que adoro: cozinhar. Por uma questão de princípio, procuro levar receitas mais naturais, diets e muito gostosas para que as pessoas possam sentir prazer em comer bem, mesmo sem o açúcar. Ainda que, agora com a bomba, eu possa comer um doce vez por outra, eu prefiro continuar sem usar o açúcar refinado com frequência.

Tenho feito aulas com a nutricionista e naturopata Emília Paes de Carvalho e tenho aprendido muito sobre alimentação saudável, sobre o que acontece com nosso corpo diante de determinados alimentos e como é possível experimentar e gostar de novos sabores. É uma viagem fantástica que venho fazendo já há alguns anos. Primeiro foi com a  nutricionista e orientadora do Vigilantes do Peso, Ana Carla, que me iniciou neste processo mostrando a importância de anotar o que se come, a ficar de olho nas porções e a pensar antes de comer. Jamais voltarei ao peso que já tive. É só saúde o que eu busco agora. É claro que sem dispensar o sabor, né? Ver a Bela Gil no GNT também me inspira sempre.

Quando alguém descobre que é diabético, deveria começar a ter aulas de alimentação saudável para aprender o caminho certo para manter a saúde, mesmo diante da doença. A família deveria ter acesso às alternativas para que a pessoa não seja privada de suas preferências pessoais, mas sim, devia  iniciar um processo de reeducação alimentar a fim de que o controle seja obtido com mais aderência e menos sofrimento.

Leio tantos comentários de diabéticos sobre privações e culpa pelos excessos que eu realmente acredito que trabalhar a alimentação logo durante o início do diagnóstico seria um ganho a médio e longo prazo.

Não creio que somente seguir o cardápio da nutricionista baste para que possamos entrar na linha. É preciso fazer um trabalho de orientação mais intensa a fim de mudar hábitos e a moldar um novo modo de nos relacionarmos com o alimento. Eu mesma demorei anos e continuo aprendendo.

Agora...sem mais demora, confiram a receita da deliciosa Torta de Maçã sem açúcar que fiz hoje! (21 CHO a fatia)

Sheila no Espaço Feminino (TV Boas Novas) dia 09/06/15

Espero que gostem!


TORTA DE MAÇÃ SEM AÇÚCAR
Ingredientes:

MASSA

·        10 COLHERES DE SOPA DE FARINHA DE TRIGO (ou 5 colheres de farinha de trigo integral e 5 colheres de farinha de trigo)
·        2 XÍCARAS PEQUENAS DE LEITE SEMI DESNATADO
·        2 GEMAS
·        150 GRAMAS DE MANTEIGA OU MARGARINA
·        2 COLHERES DE SOPA DE ADOÇANTE EM PÓ PARA USO CULINÁRIO
·        2 COLHERES DE SOPA RASAS DE FERMENTO EM PÓ
·        1 COLHER DE CHÁ RASA DE SAL

CREME

·        ½ LITRO DE LEITE SEMI DESNATADO
·        2 GEMAS
·        3 COLHERES DE SOPA DE MAISENA
·        1 COLHER DE SOBREMESA MANTEIGA OU MARGARINA
·        2 COLHERES DE SOPA DE ADOÇANTE EM PÓ PARA USO CULINÁRIO

COBERTURA

·        2 MAÇÃS GALA MÉDIAS CORTADAS EM FATIAS BEM FINAS
·        1 COLHER DE SOBREMESA DE ADOÇANTE CULINÁRIO EM PÓ
·        CANELA EM PÓ

Modo de Preparo:

Massa: Numa vasilha coloque a farinha de trigo, o leite morno, as gemas, a margarina, o adoçante, o fermento e o sal. Mexa com uma colher até que se forme uma massa elástica. Unte e enfarinhe uma forma de fundo removível, cubra com a massa espalhando pelas laterais também e reserve.

Creme: Numa panela coloque o leite, as gemas, a maisena, a margarina e o adoçante culinário e mexa até o ponto de fervura sem parar de mexer para não criar pelotas no creme. Caso isso aconteça, basta bater o creme com um vigorosamente até dissolver as bolas.

Cobertura: Disponha as fatias de maça bem finas num prato, polvilhe com o adoçante em pó e a canela e coloque no micro-ondas por aproximadamente 2 minutos, ou o tempo necessário para amolecer levemente as maças.

Montagem: Coloque o creme sobre a massa na forma de fundo removível e arrume as fatias de maça delicadamente até cobrir totalmente o creme. Asse em forno pré-aquecido com temperatura média entre 30 e 40 minutos. Sirva quente ou fria. 

Rendimento: 12 fatias
21 CARBOIDRATOS em cada fatia

segunda-feira, 8 de junho de 2015

30 ANOS COM DM1. QUANTO TEMPO SE PASSOU!


No dia 29 de maio de 1985 meus pais me levaram ao consultório do saudoso Dr. Francisco Arduíno onde recebi o diagnóstico do diabetes tipo 1 com o seguinte histórico: "Há 1 mês, polis de início rápido, secura na boca e perda de peso.Há 10 dias foi levada ao médico que pediu dosagem de glicemia: 218. Suprimiu carboidratos concentrados e dias depois repetiu o exame: 224, apesar de ter melhorado da polis. Foi prescrita dieta mais específica mas nenhuma orientação quanto a controle da glicemia ou eventual uso de insulina. Veio para controle." 

Assim o melhor médico que já tive descreveu a descoberta do diabetes em minha vida e de lá para cá já são 30 anos de tratamento. Na primeira consulta, o sábio Dr. Arduíno já prescreveu a insulina e um outro "remédio" indicado para o meu caso: "aumentar o exercício físico". E eu já nem me lembrava mais disso. Ele já dizia que com dieta, a insulina e os exercícios eu teria uma longa vida normal. E ele estava sempre certo!

Ele sempre me perguntava sobre o que estava fazendo, sobre o que pensava e quais meus planos para o futuro. E eu tinha muitos. Ele ouvia com curiosidade enquanto me examinava atenciosamente. Uma vez falou sobre um prêmio que os diabéticos bem comportados, ou melhor, bem controlados, recebem de um centro de referência em diabetes em Boston, o Joslin Diabetes Center. Disse que pessoas do mundo inteiro podem se candidatar se conseguirem manter a doença sem sequelas por 25 e 50 anos, ganhando assim, certificado e medalha respectivamente. Eu já ganhei o certificado e agora quero a medalha. Nada como uma boa competição para continuarmos em linha reta. Agora, com a bomba, não tenho dúvida de que conseguirei atingir mais esta proeza! Rumo à medalha!!!

Meu sonho é receber a medalha lá em Boston. Seria uma experiência é tanto! 





Espero contar com vocês!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

JÁ QUE ESTAMOS TODOS SEMPRE CONECTADOS...

Um dos meus grandes receios antes de iniciar a usar a bomba era o fato de ter que ficar sempre com algo preso ao meu corpo. Esta ideia é, de fato, o que sempre me incomodou mas...não sei o que aconteceu que eu mudei de ideia.

Vendo hoje as pessoas na rua, sempre segurando um aparelho celular, sempre com fios pendurados no corpo, a todo o momento teclando, teclando e teclando, acho que agora o mais natural é eu estar mesmo muito bem conectada...comigo mesmo.




Todos os dias acordo e checo a glicemia para atualizar a bomba. Esta noite ela não apitou nada. Sinal de que passei a noite toda dentro da meta. E a cada refeição, preciso teclar em algo mais, mas não dura um segundo sequer. É tudo muito rápido. Estar conectada a mim mesmo é uma evolução e tanto.

E se a bomba incomoda na hora de me vestir? Às vezes sim, principalmente com vestidos. Onde pendurar para que esteja sempre acessível às minhas mãos. Entre os seios eu não gostei não. Suo muito no Rio de Janeiro. Então a solução foi sempre encontrar um jeito. Eu sempre encontro um buraquinho para passar o cateter e...voilá...eu achei perfeito o modelo do vestido para a bomba.

Já estamos sempre conectados, uma conexão a mais não será um empecilho para uma melhoria na glicada, né?

Mil beijos e até a próxima!!!

terça-feira, 7 de abril de 2015

DO VITAJET À BOMBA DE INSULINA COM O SENSOR - VOCÊ NÃO SABE O QUANTO EU CAMINHEI...PRA CHEGAR ATÉ AQUI!


Um vitajet é um aparelho que aplicava insulina sob pressão há muito, muito tempo! 

Reeducação alimentar com apoio. Demorou mas consegui!

Não entendia como funcionava e os benefícios, para mim, superaram os inconvenientes.

Tudo é questão de hábito!

Novas atitudes, novos resultados!

Exercício sempre!

Sabe aquela música? "Você não sabe o quanto eu caminhei....pra chegar até aqui!"




Outro dia uma amiga diabética que conheci através dos grupos do Face postou uma foto com um objeto muito estranho e que logo o reconheci: um VITAJET. Era um aparelho que usei logo no início do diagnóstico para aplicar a insulina no lugar das seringas. Na época, não havia a opção das canetas ou da bomba. Então meus pais procuravam sempre pelo que havia de mais moderno para o tratamento e encontramos este aparelho. Eu o usei por um bom período. Embora fosse muito pesado, eu gostava de usar algo diferente do que a seringa. O fato de não ter agulhas me seduzia como adolescente, porém dependendo do local da aplicação, eu ficava com hematomas roxos durante semanas. Isso eu não gostava não. De vez em quando a máquina travava, ficava dura para puxarmos o êmbolo e precisávamos recorrer à manutenção que era perto de casa. Até que descobrimos que a fábrica tinha fechado. Este tipo de tecnologia não avançou e voltei para as seringas. Após muitos anos, experimentei as canetas e agora estou nos braços da bomba.

Durante muito tempo resisti a mudar o tratamento pois acreditava que estava "velha" demais para mexer nisso. Não tinha paciência, coragem ou vontade. Mas admito que estava errada. Após mudar tanta coisa na minha vida, por que não mudar também a forma de me relacionar com as aplicações de insulina. Na verdade, procurei a terapia da bomba de infusão interessada no sistema de monitoramento contínuo. Após sofrer dois episódios dramáticos com hipos assintomáticas em 2009 e 2014, vi que não tinha mais jeito, deveria encarar a contagem de carboidratos (coisa que eu também resistia) e uma nova experiência com a bomba de insulina.

Comecei o teste no final de outubro de 2014. Foi um mês de grandes descobertas, boas e não tão boas. Mas o saldo foi positivo. Decidi mudar de vez e entrei com o processo na justiça para conseguir pelo Estado. Consegui em janeiro deste ano retirar minha bomba definitiva e, agora em abril, consegui ter todos os elementos para o uso do sensor. Agora estou completa.
Depois de uma vida inteira, estou enfim sem usar seringas e suas agulhas (nunca tive problema com isso mas ficar livre delas é mesmo um alívio!). Sinto-me muito bem e a adaptação foi mais tranquila do que eu imaginava. Quanto às hipos...agora eu tenho um apito sonoro que me despertará quando as glicemias forem menores que 70. Espero que eu esteja atenta...e estarei sim!

Com relação ao tratamento, nunca estive melhor! Glicada incrível na faixa entre 6 e 7. Meu peso continua a cair, a dieta está mais natural do que nunca e os exercícios são o ar que respiro todos os dias. Tomos todos os medicamentos prescritos sem relutar e vivo uma verdadeira lua de mel com o diabetes, mesmo ainda estando com a doença. Completarei este ano 30 anos DM1. Demorei muito para alcançar esta fase? Tem gente que nunca chega, né? Então eu acho que tudo acontece no momento certo.  Espero que minhas histórias sirvam para ilustrar uma outra possibilidade com relação ao convívio com a doença. Passamos por muitas fases e o que posso contar é...todas passam. A que estou agora é a melhor! Aceitação plena e muita vontade de viver cada vez mais e melhor!

Espero que vcs possam acompanhar minha trajetória daqui pra frente com a bomba, o sensor, meus planos para o futuro!

Bjs



quinta-feira, 12 de março de 2015

FAZENDO DO LIMÃO UMA SALADA DE FRUTAS

Como vc enfrenta as dificuldades do dia a dia? Acorda sempre bem humorado? Não se importa de ter que medir a glicemia várias vezes? Se contenta com a dieta que o médico prescreve? Nunca se esqueceu de tomar a insulina? E com relação aos demais problemas que temos e que não se relacionam com o diabetes? Vc é da mesma forma confiante? Enfrenta a crise atual com determinação e vontade ou está prestes a jogar a toalha?

O que fazemos no dia de hoje é o que definirá nosso futuro. A forma com que enfrentamos as adversidades é o que nos levará adiante ou o que nos fará sucumbir. Ultimamente tenho enfrentado um período muito delicado com relação à minha carreira, às minhas finanças e à minha vida pessoal. Porém tenho tido as melhores atitudes em relação ao tratamento do diabetes: estou na melhor glicada, continuo com os exercícios, me dedico à dieta com prazer. Enfim, vivo um momento bipolar que chega a me assustar. Se com o cuidado com o corpo, a mente fica melhor, o enfrentamento das adversidades deveria se tornar mais leve ou menos doloroso. Mas não é isso que acontece. Vivo em picos de euforia e tristeza. Difícil não? Mas estou tentando encontrar nos diversos trabalhos sociais em que me envolvo, a energia que preciso para continuar a lutar.

Você já experimentou fazer algum trabalho social com frequência? Já se engajou voluntariamente numa causa social ou projeto de assistência ou têm ideias para melhorar a vida de outras pessoas? Quando saímos do nosso próprio labirinto encontramos muitas saídas para esta angústia, esta tristeza, este abatimento que a vida nos coloca em certos momentos da vida.

Se estamos com um limão bem azedo em nossas mãos e somos dominados pelo cansaço, pela falta de esperança e pela solidão, talvez seja melhor partir para novos sabores, procurar novos sorrisos, fazer-se útil neste planeta e, quem sabe, assim encontrar nossa principal e original vocação: servir.

Fica a dica para meus amigos diabéticos! Doe-se para a vida! Seja voluntário!

Casa de Apoio às Crianças com Câncer São Vicente de Paulo, no Irajá.

Em campanha na Curves para o Dia da Beleza, evento para as mães das crianças atendidas pela CACCSVP

Presenteando a mãe do pequeno André, criança atendida pela Casa de Apoio.

Campanha de Natal do Salão Bellize em prol da Casa de Apoio

Doações obtidas na família para as cestas básicas das famílias das crianças atendidas pela Casa de Apoio

Participando de evento da Fundação Laço Rosa voltada para a doação de perucas produzidas a partir de doações de cabelos.

Em Festa de Natal junto às crianças da creche comunitária Cosme e Damião, em Vila Isabel
- Voluntária do grupo Anjos da Tia Stellinha

Registrando a ação da voluntária Helen durante ação
junto a moradores de rua no Largo da Carioca - voluntária do Grupo Girassol.

Participando de ação do grupo Corrente pelo Bem no Jardim Gramacho, Duque de Caxias.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO!

Eu, o André Felipe e meu pai (o avô dele) num momento inesquecível!

Olá,

Hoje eu gostaria de dividir com vcs o texto que meu pai fez sobre minha história de vida e esta minha nova experiência com a bomba de insulina. Ele, que acompanha esta jornada de perto desde a descoberta da doença aos meus 15 anos, não podia deixar de estar presente no treinamento para aplicação da bomba que durou 5 horas. Sua disponibilidade me emocionou. E é com pessoas como ele ao seu lado que esta vida com o diabetes não se torna um fardo pesado. Dividimos o peso, nos apoiamos. É claro que não posso deixar de agradecer a minha adorada mãe, meus irmãos, meu marido maravilhoso e meus filhos. E tem também os amigos, meu anjo da guarda "Gorda" e tanta gente que está dividindo comigo esta nova fase da minha vida. Leiam o texto que ele me mandou por email!

História da vida

Sheila tem 44 anos. Aos 15, seus pais deram de presente uma viagem à Disney. A adolescente gostaria de curtir com amigas uma viagem inesquecível. Não conseguiu. Dois meses antes da viagem contratada, uma disfunção do pâncreas a tornou  diabética. Viagem cancelada. Comemorando seu debut, teve uma recepção familiar, com bolos e bebidas diet. Naquela época não existia refrigerantes diet nacionais, mas felizmente um vizinho aeronauta conseguiu trazer tais refrigerantes dos Estados Unidos. Foi uma comemoração simples, mas com muito amor.

Assim se passaram 29 anos. Neste tempo  porém, Sheila teve a oportunidade de trabalhando em uma instituição bancária, viajar à NY  e  Disney, nos EUA, e Cancun no México.

Hoje, Sheila está iniciando uma nova fase de controle do diabetes. Uma chamada Bomba, com um reservatório de insulina, tem a tarefa de calcular e injetar a  dose necessária  para controlar o açúcar no sangue. Porém, ela tem que informar à Bomba, qual a quantidade de carboidratos que está ingerindo, para que a Bomba calcule e injete a insulina  correspondente. Nesta fase de adaptação ao novo sistema, este cálculo leva um certo tempo, porque ela tem que procurar em tabela, quantas gramas de carboidratos tem cada alimento .
Pode ocorrer, que numa determinada ocasião, por exemplo, um almoço em família, as pessoas à mesa, prontas para se servir, tenha que esperar pela Sheila.
Alguns, realmente não esperam e começam a se servir e a fazer a refeição, embora estejam preocupados com a demora de Sheila no cálculo da quantidade de carboidratos que vai ingerir, e consequente  informação à Bomba.

Há que se conscientizar, todos nós, que isto é uma imposição da vida, e que não temos , por enquanto como mudar.
De minha parte, estou tentando criar uma tabela simples, direta e objetiva, para minimizar o tempo de cálculo das gramas de carboidratos.
Como seria bom se todos que a cercam, pudessem de algum modo dar uma colaboração, por exemplo, no mínimo, mais tolerância e compreensão de suas restrições.

Ele não é o máximo? Esse é o Ary, Bola Cheia do Fantástico de 2009, o meu querido, meu velho, meu amigo!
Beijos em todos!

domingo, 2 de novembro de 2014

EU, O DIABETES E MINHA BOMBA!

Olá amigos,

É isso mesmo, me rendi aos encantos da bomba de insulina. Após o último acidente com uma hipo severa eu decidi pesquisar mais sobre como reduzir os riscos de que um novo evento volte a acontecer. Procurei um neurologista (péssima escolha) que me pediu vários exames para avaliar se eu estava ficando com neuropatia autonômica . Fiz os exames (endoscopia digestiva, ressonância da coluna cervical e lombar, eletroneuromiografia dos membros superiores e inferiores, mapeamento digital cerebral e ultrassonagrafia com doppler da tireóide) e o procurei para avaliar e dar seu diagnóstico. Para minha surpresa, fui informado que eu teria que retornar em 30 dias com os resultados dos 6 exames e assim não o fiz. Me atrasei em 19 dias devido ao próprio agendamento dos exames e prazos para seus resultados. Enfim...era um médico pegadinha que somente queria lucrar com o alto preço da consulta pago em dinheiro em espécie a vista. Decidi procurar um outro neurologista e felizmente encontrei uma médica excelente que olhou todos os resultados e não viu nenhum sinal para a confirmação da suspeita que eu tinha. Então...procurei outras alternativas para melhorar ainda mais meu tratamento e minha convivência com a Diabetes.

Resolvi pesquisar sobre meios de monitorização contínua da glicemia a fim de que eu pudesse ter um alerta no caso de hipos assintomáticas como as que eu já havia passado e sobrevivido. Encontrei o Guardian, da Medtronic e resolvi buscar mais informações. Encontrei uma amiga do Face, a Carol Naumann que me encaminhou a Esther e, finalmente, a Renata. Com aprovação da médica do IEDE, estou experimentando há duas semanas a bomba de insulina Paradigm 715, que infelizmente, não vem com o sensor e o sistema Guardian. Mas me informaram que, caso eu aprove o aparelho, é possível conseguir o modelo completo. 

Após 28 anos com aplicações diárias de insulina através de inúmeras seringas, canetas etc, eu ficaria sem nada....e começaria a ter um aparelho coligo o tempo todo. Sem uma insulina basal, apenas com a rápida em microdoses, como ficará minha glicemia? Isto eu estou vendo a cada dia. É mesmo uma mudança de hábitos, um avanço, uma conquista. Pensava que com 44 anos e 28 com a doença, o melhor era me cuidar do modo tradicional e investir em hábitos saudáveis. Mas por que não evoluir com a tecnologia também?

Estou tentando e estarei informando vcs sobre os eventos do dia a dia na minha nova pagina do Face HISTÓRIAS DE UMA DIABÉTICA
Minha família é minha motivação para viver bem o Diabetes! E eles sabem disto!

Ter as atitudes certas vão levar você mais longe do que jamais sonhou.

Mudanças no tratamento com a bomba. Momento de adaptações.

O horror é não se cuidar! Para quem tem diabetes, o medo das complicações causa sempre muitos pesadelos. Para dormir com tranquilidade é preciso informação, disciplina, dedicação, hábitos saudáveis e vontade de viver. Você tem isso tudo?

Meu filho André fez esta pulseirinha para mim. Azul da cor de Novembro!

Minha nova companhia.

Adaptando na hora da malhação.

NÚMEROS EXCELENTES

PÓS PRANDIAL INÉDITA

Sensação de que a mudança está valendo a pena!
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